Nuno Magalhães Ribeiro

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Enquadramento e objectivos da disciplina

Sistema de avaliação de conhecimentos

Programa da disciplina

Bibliografia Principal

Documentação e protocolos para as aulas laboratoriais

Links

Enquadramento e objectivos da disciplina

Os sistemas electrónicos digitais desempenham um papel preponderante no panorama tecnológico da actualidade já que suportam a criação de dispositivos tão diversos como essenciais, tais como os relógios digitais, os computadores, os satélites e os sistemas de navegação automática. A Informática em si é uma área em constante expansão que depende na sua base das tecnologias da electrónica digital que oferecem maior imunidade ao ruído eléctrico, uma elevada densidade de integração e uma maior facilidade de acoplamento de componentes do que as tecnologias de electrónica analógica. Assim, a teoria dos circuitos digitais torna-se essencial para a compreensão dos elementos que constituem os computadores, as suas interfaces e respectivos periféricos, no âmbito do estudo aprofundado da Informática.

A disciplina de Sistemas Digitais tem como objectivo fundamental disponibilizar ao aluno o conhecimento e os métodos essenciais à análise e projecto físico de computadores, com uma ênfase nos seus blocos funcionais que se baseiam em circuitos electrónicos digitais. Pretende-se preparar o aluno para a realização da síntese, minimização e implementação dos circuitos lógicos combinatórios e sequenciais que são utilizados nos subsistemas digitais. Assim, esta disciplina (a) identifica com clareza os princípios teóricos fundamentais dos sistemas digitais, permite que o aluno (b) domine as técnicas formais de especificação e representação de circuitos digitais combinatórios e sequenciais, e (c) fornece ao aluno o domínio das metodologias de utilização de circuitos digitais e o conhecimento dos tipos mais comuns de circuitos MSI (Medium Scale Integration) e LSI (Large Scale Integration) utilizados na realização dos blocos funcionais dos computadores.

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Sistema de avaliação de conhecimentos

1 - Avaliação contínua

O método de avaliação da disciplina baseia-se no modelo da avaliação contínua e compreende duas componentes: uma componente teórico-prática e uma componente prática resultante de trabalhos realizados no laboratório de sistemas digitais.

Componente Teórico-prática
A avaliação da componente teórico-prática é constituída por uma (1) prova escrita abarcando duas partes distintas: uma parte teórica com uma duração de 20 minutos que inclui questões de escolha múltipla, aplicando-se um desconto por resposta errada, que é equivalente a 50% da cotação da pergunta, e uma segunda parte teórico-prática, com duração de 70 minutos, versando a resolução de problemas associados ao projecto de componentes dos sistemas digitais. Esta prova realiza-se em datas a combinar com os alunos. A prova possui uma duração total de 90 minutos, incluindo tolerância, incidindo sobre todo o programa da disciplina leccionado, e tendo um peso de 50% na classificação final. Exige-se uma nota mínima de oito (8) valores nesta componente para que se possa ponderar com a classificação da componente prática (laboratorial) para efeitos de cálculo da classificação final na disciplina.

A falta ao momento de avaliação será convertida numa nota 0 (zero) para efeitos de cálculo da classificação. Caso o aluno não fique aprovado, será remetido para exame de recurso ou especial (seja trabalhador-estudante ou finalista), desde que o aluno tenha obtido a aprovação na componente prática da disciplina e cumprido o regime de assistência às aulas. Nesta aulas, a presença é obrigatória em, pelo menos, 40% das aulas dadas.

Componente Prática (laboratorial)
A componente prática (laboratorial) tem um peso de 50% na classificação final da disciplina. A avaliação da componente prática (laboratorial) realiza-se de modo contínuo durante as aulas laboratoriais, incidindo sobre os trabalhos práticos laboratoriais mencionados no programa, e inclui os seguintes elementos de avaliação:

  • Classificação obtida num relatório completo, elaborado em grupo sobre um dos trabalhos realizados em laboratório, que se realiza em data a combinar com os alunos. Este elemento possui um peso de 20% na classificação final da componente prática (laboratorial). Os relatórios serão obrigatoriamente originais e todos os elementos do grupo devem participar activamente na sua elaboração. Os relatórios contendo partes copiadas de relatórios de outros colegas serão fortemente penalizados e os relatórios integralmente copiados não serão corrigidos nem considerados para avaliação.
  • Uma prova final de avaliação individual (prática laboratorial), que incide sobre os conhecimentos abordados exclusivamente nas aulas laboratoriais. Este elemento possui um peso de 55% na classificação final da componente prática (laboratorial).
  • Quatro fichas de trabalho, elaboradas em grupo, correspondentes aos trabalhos laboratoriais desenvolvidos no decorrer das aulas laboratoriais. No final da realização de cada protocolo, o docente entrega aos alunos uma ficha de preenchimento, sendo esta devolvida por cada grupo de trabalho ao docente no final da aula laboratorial. Cada ficha aborda o trabalho executado, devendo ser apresentados os valores medidos, discutidos os resultados, e redigidas as respectivas conclusões. Este elemento possui um peso de 20% na classificação final da componente prática (laboratorial), distribuído uniformemente por cada ficha (cada ficha vale portanto 5%). Sempre que uma ficha não seja entregue, a classificação correspondente será de zero (0) valores.
  • A assiduidade (medida através de folhas de presença), o desempenho técnico do aluno, a participação activa no trabalho experimental, e o interesse global demonstrado pelos trabalhos. Este elemento possui um peso de 5% na classificação final da componente prática (laboratorial).

A assiduidade às aulas laboratoriais deve ser no mínimo de 70%. Não há possibilidade de recurso ou época especial para esta componente prática (laboratorial). A classificação obtida na componente prática será válida para as restantes épocas de avaliação, sendo obtida através da seguinte expressão:

Nota componente prática = 5% assiduidade/participação + 55% prova prática + 20 % média das fichas + 20% relatório

Classificação final
A classificação final da disciplina obtém-se através da seguinte expressão:

Nota final = 50% Nota componente teórico-prática + 50% Nota componente prática (laboratorial)

Ao aluno, só será contabilizada a classificação obtida na componente teórica da disciplina se o aluno tiver obtido uma classificação na componente prática igual ou superior a dez (10) valores. De igual modo, exige-se uma nota mínima de oito (8) valores na componente teórico-prática para que se possa ponderar com a classificação da componente prática (laboratorial). Se o aluno tiver aprovação na componente prática (laboratorial), e contudo reprovar na avaliação da componente teórica (seja na avaliação contínua, ou nas provas de recurso/época especial), no ano seguinte só repete a componente teórica da disciplina. A nota obtida na componente prática não é susceptível de ser melhorada e mantém-se válida durante dois anos lectivos, após o aluno ter frequentado a disciplina.

2 - Exame de Recurso/Época especial

O exame de recurso/época especial é uma prova que apenas abrange a componente teórico-prática da disciplina, incidindo sobre a totalidade da matéria teórico-prática incluída no programa da disciplina. Esta prova destina-se aos alunos que não obtiveram aprovação na componente teórico-prática da disciplina, ou alunos em regimes especiais. Não existe qualquer possibilidade de recurso à componente prática laboratorial da disciplina.

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Programa da disciplina

0. Apresentação

0.1. Descrição do conteúdo programático.
0.2. Descrição do método de avaliação.
0.3. Apresentação da bibliografia adoptada.

1. Introdução aos Sistemas Digitais

1.1. Motivação e caracterização dos circuitos digitais.
1.2. Electrónica digital versus Electrónica Analógica
1.3.
Sinais analógicos e sinais digitais.
1.4. Escalas de integração: SSI, MSI, LSI e VLSI.
1.5. Aplicações da electrónica digital.

2. Sistemas de Numeração

2.1. Sistema Decimal.
2.2. Sistema Binário e operações em binário.
2.3. Sistema Octal.
2.4. Sistema Hexadecimal.
2.5. Conversão entre sistemas de numeração.
2.6. Códigos numéricos e alfanuméricos.

3. Funções Lógicas e Álgebra de Boole

3.1. Noção de função lógica ou booleana.
3.2. Funções lógicas básicas
3.2.1. Função Intersecção (AND).
3.2.2. Função União (OR).
3.2.3. Função Negação (NOR).
3.3. Funções lógicas adicionais
3.3.1. Funções NAND e NOR.
3.3.2. Funções XOR e NXOR.
3.4. Álgebra de Boole.
3.4.1. A Álgebra de Boole e os circuitos digitais.
3.4.2. Postulados da Álgebra de Boole.
3.4.3. Propriedades da Álgebra de Boole.
3.4.4. Teoremas da Álgebra de Boole e Leis de De Morgan.
3.4.5. Diagramas de Venn para uma, duas e três variáveis.
3.4.6. Formas canónicas de funções booleanas: soma de produtos e produto de somas.
3.5. Simplificação de funções lógicas.
3.5.1. Simplificação por manipulação algébrica.
3.5.2. Passagem de uma função lógica à forma canónica.
3.5.3. Simplificação através do método gráfico dos Mapas de Karnaugh.

4. Circuitos Digitais com Integração em Pequena Escala (SSI): as Portas Lógicas

4.1. Simbologias das portas lógicas.
4.2. Portas lógicas básicas
4.2.1. Portas AND, OR e NOR.
4.3. Portas lógicas adicionais
4.3.1. Portas NAND e NOR.
4.3.2. Portas XOR e NXOR.
4.4. Implementação de funções lógicas com portas NAND e NOR.
4.5. Características dos circuitos integrados SSI.
4.5.1. Famílias de Circuitos Integrados.
4.5.2. Características da família lógica TTL.
4.5.3. Características da família lógica CMOS.
4.5.4. Lógica positiva versus lógica negativa.

5. Circuitos Digitais com Integração em Média Escala (MSI)

5.1. Circuitos Combinatórios
5.1.1. Características dos circuitos combinatórios.
5.1.2. Comparadores.
5.1.3. Codificadores e descodificadores.
5.1.4. Conversores.
5.1.5. Multiplexers e desmultiplexers.
5.1.6. Circuitos aritméticos.
5.2. Circuitos Sequenciais.
5.2.1. Características e constituição dos circuitos sequenciais.
5.2.2. Biestáveis assíncronos: latches SR, SR sincronizado e D.
5.2.3.
Biestáveis síncronos: Flip-Flops.
5.2.4. Flip-Flop SR Master Slave.
5.2.5. Flip-Flop D Edge Triggered.
5.2.6. Flip-Flop JK.
5.2.7. Flip-Flop T.
5.2.8. Conversão entre Flip-Flops.
5.2.9. Flip-Flops com entradas directas.
5.2.10. Excitações dos Flip-Flops.
5.2.11. Modelo geral para os circuitos sequenciais.
5.2.12. Circuitos de Mealy e de Moore.
5.2.13. Análise de circuitos sequenciais síncronos.

6. Realização de trabalhos laboratoriais

6.1. Introdução aos procedimentos e trabalhos laboratoriais
6.2. Ambientação e variáveis lógicas
6.3. Implementação de funções lógicas AND, OR e NOT com interruptores
6.4. Implementação de funções lógicas NAND e NOR com interruptores
6.5. Circuitos SSI: portas lógicas TTL - NOT, AND, NAND, OR, NOR
6.6. Circuitos SSI: tensões IN/OUT em nas famílias lógicas TTL / CMOS
6.7. Projecto de circuitos combinatórios com portas lógicas SSI
6.8. Projecto e análise de circuitos combinatórios: uso de tabelas de verdade
6.9. Projecto de um alarme para automóveis utilizando portas lógicas SSI
6.10. Circuitos MSI: descodificador BCD-7 segmentos
6.11. Circuitos MSI: multiplexers.

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Bibliografia

Bibliografia Principal

[1] Padilla, A. J. G., Sistemas Digitais, McGraw-Hill de Portugal, 1993.
[2] Baptista, C. P., Fundamental dos Sistemas Digitais, FCA, Editora de Informática, 2002.
[3] Marcovitz, A. B., Introduction to Logic Design, McGraw-Hill, 2nd Ed., 2004.
[4] Ribeiro, N. M., Protocolos para Trabalhos Laboratoriais de Sistemas Digitais, F.C.T., UFP, 2004.
[5] Kaplan, D. M., White, C. G., Hands-On Electronics: A Practical Introduction to Analog and Digital Circuits, Cambridge University Press, 2003.

Bibliografia Complementar

[6] Mano, M. M., Digital Design, Prentice Hall, 3rd Ed., 2001.
[7] Cuesta, L. M., Padilla, A. J. G., Dominguez, F. R., Electrónica Digital, McGraw-Hill Portugal, Col. Shaum, 1999.
[8] Taub, H., Digital Circuits and Microprocessors, McGraw-Hill, 1982.
[9] Nunes, M. S., Sistemas Digitais, 5ª Edição, Editorial Presença, 1993.

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Documentação e protocolos para as aulas laboratoriais

Instruções para obtenção dos ficheiros:

1] Alguns ficheiros encontram-se no formato PDF. Para os abrir e imprimir necessita do Adobe Acrobat Reader .

2] Para fazer a leitura on-line dos apontamentos de um determinado módulo basta seleccionar o ficheiro ou o ícone correspondente na coluna da direita do quadro abaixo, desde que tenha instalado previamente o Acrobat Reader.

3] Para descarregar os apontamentos de um dado módulo para o seu computador basta seleccionar o ficheiro ou o ícone correspondente na coluna da direita do quadro utilizando o botão direito do rato e escolhendo a opção "Save target As.." no Internet Explorer ou "Save File As" no Netscape.

Módulo

Título

Ficheiro

 

Manual

Manual de docência da disciplina de Sistemas Digitais

manual_sd.pdf

Lab SD 01

Protocolo 01: Ambientação e variáveis lógicas

sd_lab01.pdf

Lab SD 02

Protocolo 02: Implementação de funções lógicas AND, OR e NOT com interruptores

sd_lab02.pdf

Lab SD 03

Protocolo 03: Implementação de funções lógicas NAND e NOR com interruptores

sd_lab03.pdf

Lab SD 04

Protocolo 04: Circuitos SSI: portas lógicas TTL – NOT, AND, NAND, OR, NOR

sd_lab04.pdf

Lab SD 05

Protocolo 05: Circuitos SSI: tensões IN/OUT nas famílias lógicas TTL / CMOS

sd_lab05.pdf

Lab SD 06

Protocolo 06: Projecto de circuitos combinatórios com portas lógicas SSI    

sd_lab06.pdf

Lab SD 07

Protocolo 07: Projecto e análise de circuitos combinatórios: uso de tabelas de verdade

sd_lab07.pdf

Lab SD 08

Protocolo 08: Projecto de um alarme para automóveis utilizando portas lógicas SSI

sd_lab08.pdf

Lab SD 09

Protocolo 09: Circuitos MSI: descodificador BCD-7 segmentos

sd_lab09.pdf

Lab SD 10

Protocolo 10: Circuitos MSI: multiplexers

sd_lab10.pdf

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Links

The Giant Internet IC Masturbator: pinouts para circuitos integrados das famílias lógicas TTL e CMOS

ABC Semiconductors: pinouts para circuitos integrados das famílias lógicas TTL e CMOS

Electrónica básica: introdução prática a componentes electrónicos e digitais (artigo em três partes, idioma Português do Brasil)

PSpice: aplicação para a simulação e análise de circuitos eléctricos e digitais (versão gratuita para educação)

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Página criada e mantida por Nuno Ribeiro.
Data de criação: 23 de Novembro de 1997. Data da última revisão: 4 de Outubro de 2006.